quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Fritas com Ketchup - Consciência e realidade

Bom dia, boa tarde, boa noite! Achou que tinha acabado as batatas? Ah-rá! A fonte jamais secará! Acredito que muitos perceberam algumas semelhanças entre os últimos dois posts, resolvi fazer mais outro para fechar a "triologia do purê" e acabar logo com esses assuntos desinteressantes. Afinal, próxima semana a nossa querida novela "A Favorita" entra na reta final e também se aproxima o início do esperado, aclamado e renomado BIG BROTHER BRASIL!(Depois de ter cotas para negros, gays, loiras burras e gostosas, agora temos cotas para idosos! Que progama democrático!). Com a proximidade desses dois MEGA eventos televisivos, temos que estar concentrados, com todas as nossas sinapses neurais a serviço desses progamas feitos pela nossa baluarte batatal. A Rede Globo de batatas. \o/
Vamos lá...!
Suponhetamos você foi para aquele show do forro do muído(vaaaaai coleguinhaaa), tomou aquele PORRE de Sapupara(dxiliiicia), chegou treebaaado em casa e fez a MERDA de se deitar, quando você percebeu que iria botar pra fora até o chocolate que comeu na páscoa passada, decidiu levantar-se. Só que ao olhar para o chão, viu um enorme abismo. Ai você se cagou de medo, soltou aquela frase mentirosa: "Nunca mais bebo", mandou a higiene pro inferno, soltou tudo e ainda se divertiu com seu vômito descendo em espiral pelo buraco negro. Depois disso, você capotou. Ai quando acordou, lembrou da suposta alucinação e do medo que sentiu. Olhou para o chão e viu que o piso estava lá. Você ratificou aquela hipótese do chão não existir como impossivel e se levantou. É assim que procedemos em nossa vida diária, endossamos a "realidade"(jaja você vai entender as aspas) de acordo com o que nossos olhos fornecem. Mas se a máxima "È o alcool entrando e a verdade saindo" fosse além daquela sua fica que beija mal? E se realmente o abismo estivesse lá? Ah bebeste tu sr. escritor? Eu levantei porra, pisei no vômito! Que mané abismo!". Calma pônei, o vômito estava lá ou deveria estar lá? O.o "Ah kct, deixa de onda! Eu vi!" Sério comedor de batatas? Aqui é o ponto critíco, você pode continuar e ler as três historinhas que vou contar ou você pode entrar aqui Ó : www.globo.com/bbb e desde já escolher seu favorito. 10 segundos para você decidir(ou então para carregar o site do bbb), 10...9..8...7...6...5...4...3...2...1. Vai ficar? Então tá, leia as três historinhas com atenção, a segunda é bem conhecida, a terceira você já leu nem que tivesse sido para filar.

1)
"Recentemente ouvi a história sobre a seguradora que tentava analisar um problema específico em Saskatchewan: Pilotos de aeronaves pequenas, quando tinham problemas como o motor, tentavam aterrisar na auto-estrada mais próxima e relativamente mais vazia. Depois de aterrizar e reduzir a velocidade, eles raramente deixavam velocidade suficiente para sair da estrada.(Provavelmente estavam felizes só por estarem vivos.) Frequentemente, motoristas batiam os carros contra os aviões e, quando questionados pela polícia, quase sempre diziam que não tinham visto a aeronave. Num momento eles estavam dirigindo; no momento seguinte, haviam se chocado contra alguma coisa. A companhia de seguros descobriu a razão para isso ocorrer: a última coisa que um motorista espera ver numa auto-estrada é um avião, portanto eles nunca os vêem."

2)
25
"Mas, à quarta vigília da noite, dirigiu-se Jesus para eles, andando por cima do mar.
26 E os discípulos, vendo-o andando sobre o mar, assustaram-se, dizendo: É um fantasma. E gritaram com medo.
27 Jesus, porém, lhes falou logo, dizendo: Tende bom ânimo, sou eu, não temais.
28 E respondeu-lhe Pedro, e disse: Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas.
29 E ele disse: Vem. E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas para ir ter com Jesus.
30 Mas, sentindo o vento forte, teve medo; e, começando a ir para o fundo, clamou, dizendo: Senhor, salva-me!
31 E logo Jesus, estendendo a mão, segurou-o, e disse-lhe: Homem de pouca fé, por que duvidaste?"
(Biblia, Mt 14; 25-31)

3)
No estado de onda, elétrons e fótons(partículas de luz) não têm localização precisa, existem como "campos de probabilidade". No estado de partícula, esse campo "colapsa", produzinho um objeto sólido, localizado no espaço e no tempo. Não é possível obter a um só tempo a medida precisa da velocidade e a da posição de uma partícula. Quanto mais nos focalizamos em uma propriedade, mais a medição da outra se perde na incerteza. Assim a diferença está na observação ou mensuração. Elétrons que não são medidos ou observados comportam-se como ondas. Submetidos à observação, "colapsam" na forma de partícula e podem ser localizados."(Princípio da incerteza por Werner Heisenberg, adpatado)


Leu? Pensou? E ai? Aquela meleca nojenta que você expeliu estava no chão... Bom, o avião também estava na estrada, deveria ter sido visto não é? Repare que não estamos falando de algo insignificante, estamos falando de TONELADAS. E no entanto, a mente dos motoristas não foi capaz de percebe-las. E Jesus Cristo, era Deus-filho todo poderoso e ponto ou era alguém livre e sábio o suficiente para quebrar paradigmas naturais? E Pedro, o apóstolo? Andou sobre as águas, assim como seu mestre, até quando acreditou ser possível. Quando foi assolado pelo medo, duvidou e comecou a afundar. Afinal a não é nada mais nada menos do que o combustível que nos leva a acreditar no que julgamos imposível? Por fim, o último texto, deixe de lado seu ódio pela química... vá lá! Você não reparou na profundidade deste príncipio? o elétron, componente básico de tudo que compôe o universo não é NADA, é um monte de coisa nenhuma, sem a sua decisão. Você é quem determina o que ele vai ser.
A realidade, existe sem você ou sua consciência molda a realidade? Sr. Escritor, você esta ficando louco! E um louco paradoxal, os dois últimos posts falam da influência da sociedade sobre as pessoas e de repente você muda de opinião? Agora sou eu quem determina tudo? Eu não era produto das batatas e agora eu as crio? fale sério! Calma comedor, lembra do post passado? Somos influenciados por diversos paradigmas que fazem parte do nosso modus operandi. Encare a realidade como um bolo, insconcientemente os ingrientes e a receita entraram na sua vida e todos os dias você vai lá e faz o seu bolinho. A receita vai se aperfeiçoando com a entrada de novos paradigmas(ingredientes). Mesmo sendo você o mestre-cuca, não se tem o controle dos ingredientes e da receita, você faz o bolo no piloto automático! Começou a ficar claro leitor? Não? Que pena que não dar pra desenhar, desenharia para você! O problema é que nem sempre o bolo fica delicioso certo? Só que você o faz por compulsão, mal sabe os ingridientes que usa... O que propus nos últimos dois textos foi a busca pelos ingridientes errados(os paradigmas ruins) e pela receita certa, esta busca seria impulsionada por constantes questionamentos sobre seu modo de pensar e agir. Este é o meu conceito de liberdade, fazer o bolo conforme minha vontade.
A realidade existe sem minha consciência? a consciência influencia a realidade? Consciência=realidade? Olhe ao seu redor, julgue, pese suas batatas e tente responder estas questões, se possivel comente. Não seja trivial, não seja óbvio.




Faça uma dieta das batatas...!

4 comentários:

  1. Quando era criança houve uma época em que eu, inocentemente, questionava se tudo aquilo que estava ao meu redor existia de verdade. O mundo parecia tão que eu não conseguia alcançar como algo ou alguém teria tido capacidade de criá-lo. Em meio as minhas divagações, algumas vezes chegava a seguinte conclusão: “nada existe, nada é real; o que vejo ao meu redor é produto da minha imaginação”. Ao mesmo tempo, porém, eu me auto-questionava por que eu não criava o mundo de uma maneira mais prática, mais objetiva.

    Hoje, passados alguns anos, volto a me deparar com aqueles velhos questionamentos. Obviamente, por conta da “maturidade” que já alcancei não cogito que o mundo a minha volta seja produto de uma complexa realidade virtual engenhosamente construída por mim (ao menos não naquele nível fantasioso que imaginava quando criança). Mas por que as coisas são como são? Por que não são mais simples? Tais perguntas vêm, particularmente, consumindo boa parte dos meus pensamentos nos últimos tempos. E, aí, curiosamente acabo encontrando respostas completamente diferentes das de há alguns anos.

    O mundo é realmente complexo? Surpreendentemente acredito que não. Tudo é sempre muito simples; nós – e aqui note que não tenho pretensão de me exluir – é que sempre encontramos um jeito (às vezes bem complicado, por sinal...) de tornar a realidade mais difícil, menos prazerosa. Somos nós que tornamos sinuosa aquela pista que, na verdade, é uma reta. Somos nós que insistimos em nos entregar a pensamentos negativos quando é possível até mesmo “encontrar gotas de mel em meio ao sofrimento”. Somos nós.... Somos nós... Sempre nós.

    A imagem desenhada no início do post não é só verdadeira como recorrente. Hoje, mais do que em qualquer outra época talvez, as pessoas querem ser intensamente felizes. O curioso nisso tudo é que, paradoxalmente, parece que quanto mais se busca essa tal felicidade, menos a tem. Mas por que isso? As pessoas são superficiais e, neste ponto, cumpre-me fazer um pequeno desvio... as pessoas querem ser felizes ou pretendem simplesmente parecer que o são?

    Certo dia alguém, com um mais de cabelos brancos que eu (hahahaha), disse sabiamente: “nós podemos comprar uma festa, mas não a felicidade”. Reflita sobre isso. É verdade. A felicidade não está numa roupa nova, numa garrafa de cerveja, numa noite intensa de pegação. Uma hora a roupa fica velha, o porre passa, você pode beijar 100, mas continuará sozinho... Esses prazeres são efêmeros. A verdadeira felicidade não o é.

    A festa passa. Somente a felicidade permanece.

    É na nossa realidade, nua, crua e sóbria que encontramos de fato a felicidade. Não adianta. Por mais difícil que esteja a sua vida SEMPRE é possível encontrar felicidade afinal, nada é por acaso.

    E aqui, volto a me questionar como quando era criança: por que as coisas são tão “complexas”?

    Obs: Talvez tenha fugido um pouco da proposta central do post. Porém, preferi deixar minhas idéias simplesmente fluírem.

    ResponderExcluir
  2. A consciência é uma qualidade da mente,ou seja, é aquela voz interior que impede a pessoa de fazer o que ela considera correto.Sendo assim,ela molda a realidade.E o que seria a realidade?O que é real,''o atributo do existente''.A consciência influencia sim a realidade,elas andam juntas, mas não quer dizer que significa a mesma coisa.E por que essa tal consciência influencia a realidade?Como já havia dito,estamos trabalhando com o real (o verdadeiro) e a consciência(poder da mente).


    É simples perceber isso,às vezes,a realidade se encontra na nossa frente,mas nem sempre o nosso consciente quer ver essa realidade,ou sejaa, nós podemos mudar a realidade por mais real e óbvia que ela seja, só depende do querer ver !
    O interior e o incosciente faz vc realizar coisas...pensar e fazer diferente da realidade.

    ''Nós criamos a realidade e a transformação da vida''

    Camilaw =DD

    ResponderExcluir
  3. *Anonimo(1) Saiu do foco? Tais brincando? Como um comentario sobre realidade e consciencia poderia sair do foco? o topico é de foco duvidoso por si.=D E ah, é assim mesmo, quando sento para escrever, prefiro deixar as ideias falarem.
    *Camila! \o/ Voto para Consciencia influencia a realidade... Só não sei se muita gente vai votar, ou o blog foi de atencao meteorica ou o post é muit ousado para demais comentarios =)

    ResponderExcluir
  4. É Dan,como você havia comentado anteriormente,o post é meio que duvidoso.Confundiu bastante!Mas acho que foi a sua intenção.

    Ninguém melhor do que você para apresentar suas opniões e tirar as dúvidas que o texto supostamente deixa a desejar.

    Camilaw =DD

    ResponderExcluir