Desde nossos antepassados, a posição e o status de uma organização de pessoas com cosanguinidade, a quem vulgarmente chamamos de famílias, tem sido posta em uma posição superior a até mesmo nossas próprias vontades visando uma falsa imagem sobre um grupo de pessoas abastadas, a quem vulgarmente chamamos de sociedade, mas que deveria mesmo ser chamada de vara ou persigal(vide dicionário, hoje estou metido a nerd! Essa é uma das minhas batatas preferidas, preciosismo vocabular! Vá se acostumando a essa mania batatal que tenho).
Você ai homo sapiens sapiens, na frente do seu pc de última geração, com seu ipod touch carregando ao lado, o ser pensante, moderno, atualizado e... comedor de batatas! Batatas que muitas vezes você nem sabe ou aceita. Não preciso nem citar o clichê, que você se preocupa com coisas absurdas, como uma simples marca de roupa para se mostrar elegante, enquanto pessoas pobres não têm nem mesmo o que comer e se preocupam, não com inutilidades vãs, mas com necessidades básicas que os façam ainda viver, nem que seja na miséria a qual são submetidos. Você leitor, já ta cansado desse papo de consciência social(mesmo com o o mundo se fo*%$*$ com a pobreza, com guerras e etc). Não é só ai que você não é livre! As batatas, elas estão em todos os lugares, é um festival delas! Sabe aquela roupa que você acha a sua cara? Que você só usa para se expor como um pavão no cio para aquele(a) pretendente? E se você nao tiver escolhido-a? E se você não comprou-a por prazer e sim por compulsão? "Ah vai comer batata Sr. escritor, eu fui lá na loja, provei, paguei e você vêm com esse papo?" Bom, se você não quiser pensar entra aqui ó : http://ofuxico.terra.com.br/. Tem umas pautas ótimas, recomendo!(Tou falando sério, leio todo dia!). Maaaas se você tá empanturrado das leguminosas, vamos viajar no purê(Isso Thamiris, agora virou um purê) de batatas, porque maionese engorda.
Liberdade, liberdade, liberdade... o que é?
"Liberdade, essa palavra
que o ser humano alimenta
que não há quem explique
e ninguém que não entenda..."
(Romanceiro da inconfidência, Cecília Meireles)
Salve Salve Cecília Meireles!(Não conhece? mas essa aqui você conhece neh? http://fspike.files.wordpress.com/2008/03/729693-2373-in.jpg rs) Dá licença Ceci, que apesar de sua definição, vou tentar explicar o que é essa danada!
Liberdade é quebrar Paradigmas! (do grego Parádeigma) literalmente modelo, é a representação de um padrão a ser seguido. É um pressuposto filosófico, uma matriz. Cuma?
Vou explicar com exemplo que eu seeei que você vai entender! O autor da grande e aclamada novela "A Favorita" da nossa vendedora mor de batatas quebrou um paradigma! Sério? Além da viadagem do Orlandinho ele quebrou mais alguma coisa? O.o Seguiinte, no começo da novela, todo mundo achava que a vilã era Claudia Raia, porque era a metida a rica, era gananciosa e etc. Supostamente a mocinha era a Sra Esposa do Sr. Ciro Gomes(nao sabe quem é? Já dei o link do fuxico), porque Flora era a com carinha de anjo, frágil, coitadinha... Só que de repente pow! Era tuuudo o contrário =OOO. O que era pra ser não foi, quebrou-se o paradigma! Ah-rá! Melhorou? Não? Rs http://clickjogos.uol.com.br/ vai la, tem joguinhos ótimos!
Continuando... Um paradigma é como uma teoria, mas um pouco diferente. Uma teoria, como a de Darwin sobre a evolução, é uma idèia que procura explicar o funcionamento de alguma coisa. Ela deve ser testada, provada ou negada, apoiada ou contestada por meio de experimentação e reflexão. Um paradigma, por outro lado, é um conjunto de premissas implícitas que não se pretende testar; na verdade, são essencialmente inconscientes. São parte do nosso modus operandi(não sabe o que é? Poxa você ainda nao desistiu? Já te dei tantos links acima coleguinha)como indíviduo.
Um paradigma jamais é questionado porque ninguém pensa sobre ele. É como se estivéssemos o tempo todo usando as conhecidas(e bem grandes e chamativas, estilo virgens de tambaú!) lentes cor-de-rosa: Vemos tudo através dessas lentes. Todas as nossas percepções passam por essa referência e dentro desse sistema está tudo o que consideramos verdadeiro. Ai quando esbarramos numa parede e quebramos as lentes cor-de-rosa(Aquela gaiada que mudou sua vida ou aquela decepção com familia, curso, amigos e por ai vai), subitamente o mundo parece diferente. Você pode até realmente acreditar na importância da família, da amizade, da atividade física, do seu playstation, da bunda da mulher melancia, whatever. No entanto, dezenas, talvez centenas de convicções inconscientes e não questionadas dirigem sua vida. Convicções sobre o que deve e o que não deve ser feito, o que é feio e o que é bonito ou até mesmo sobre seu valor e competência. Essas convicções foram sedimentadas desde a infância e continuam a determinar sua relação com o mundo. Prestou atenção no que leu comedor de batatas? Desde a sua infância! O problema é que naquela época você não tinha opinião, agora você tem! E talvez aquela mudança que você taaanto persegue esteja ligada a esse paradigma que você ainda não quebrou.
Sim mas... "Sr. Escritor, o que tem haver aquela roupa xeta, fashion, linda ou como você queira chamar com esse tal de paradigma?" Putaa merda!(Desculpe, mas eu tinha que me irritar!) Você chegou até aqui e está me perguntando isso? Vide links acima.... rs)
Tá, tá, tá... Como eu sou comedor de batatas como todos, vou dar uma dica! Pense sobre ela(a roupa) e sobre o que te levou a compra-la! Ela te deixa mais magro? Mais pera aí, você é mesmo gordo? Ser gordo é ruim? Claro... Você acordou um belo dia e disse: Ser GORDO é péssimo! Ou alguém chegou em ti e disse: "E essa barriguinha?" . E a cor, é a que você gosta? E por que não outra cor? Pense comedor... pense! Cada um sabe o peso das batatas que carrega.
E quanto ao purê? Ah esse ai Eu gosto gratinado, com um pouco de queijo ralado!
Gustavo Moura/Dannyel Delgado
domingo, 4 de janeiro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Quem, em nome da liberdade, renuncia a ser aquilo que devia ser, ja se matou em vida: e um suicida de pe. A sua existencia consistira numa perpetua fuga da unica realidade que era possivel.
ResponderExcluir(Jose Ortega e Gasset)
Grande tatáááálo!!!
ResponderExcluir"Pavão no cio", taí.. gostei da expressão. Permita-me expandi-la para um contexto mais abrangente além do guarda-roupa. Parece que você conseguiu nomear - brilhantemente - o paradigma social das aparências que promove atitudes tão ridículas quanto possíveis
- nada de exemplos dessa vez, melhor parar por aqui -. É foda.
Bem, já que todos os leitores de "o fuxico" já foram redirecionados através dos vários links espalhados no post, acho que vale a pena comentar a conexão que me ococorreu agora:
Toda essa história de "pavão no cio" e batatas ,em última instância, é desejo. Desejo de agradar alguém, de prosperar, de se admirado. Para Sindarta Gautama, desejo é sofrimento. Isso está claro em seus ensinamentos nas "Quatro Nobres Verdades" - a base da filosofia budista.
Abraço,
Luis
Liberdade..Paradigma
ResponderExcluirÉ são 2 palavras fortes, de muitos significados para cada um, extremamente complexo para muitos.
Sugiro, seletos leitores desse blog, principalmente vc que ADORA A favorita e www.ofuxico.com.br e que se sentiram ofendidos que protestem, assistam mais e mais ou impressione alguém QUEBRE PARADIGNAS, aprenda algo novo para variar, ao menos a base da matemática, a trigonometria por exemplo..já é um avanço, tem utilidade prática..
hahaha :D
Forte abraço
Eduardo Walter
Como já dizia Aristóteles o homem é um ser gregário. Em meio a esta convivência plural alguns valores e concepções acabam sendo sobrelevados tornando-se premissas gerais que visam pacificar a coexistência humana. Passamos, então, a considerar que a violência é ruim, a caridade deve ser sempre estimulada e assim por diante. Paralelamente, porém, outros paradigmas “menos importantes” (o uso das aspas será explicado adiante...) também nos são lançados ao longo de nossa experiência humana: são grifes, marcas e tudo o mais que possa corroborar com a transformação do homem em um “pavão no cio”.
ResponderExcluirEntretanto, qual a razão de ser dos paradigmas? Eles são realmente negativos? Acredito que não (daí o uso das aspas...).
A existência humana não representa um fim em si mesmo, isto é, o homem não existe simplesmente por existir, mas sim para alcançar objetivos, metas, sonhos, que impulsionam a sua própria vida. Para lograr êxito nesta pretensão ele lança mão sobre certos paradigmas que não se confundem com grilhões, mas, ao contrário, transfiguram-se em fonte de motivação. Sem eles, sem o “plano a ser seguido”, o homem vagaria ao acaso. Sob essa ótica é forçoso concluir que os paradigmas nem sempre poderão ser revestidos de uma conotação negativa.
A necessidade de se adequar aos modelos ditados pela sociedade não representa um conflito eminentemente contemporâneo. Enquanto ser social, o homem sente a necessidade de pertencer ao grupo – e nada seria mais natural. O grande problema parece ser que esse desejo vem assumindo proporções avassaladoras, consumindo o ser humano por inteiro. Nesse sentido, é possível observar que a sociedade lança paradigmas cada vez mais rígidos: as mulheres devem ser turbinadas e os homens saradões. Como reagirmos diante disso? Lotando clínicas de cirurgia plástica e academias, afinal, pensar cansa e contestar dá trabalho. A sociedade tende a uma uniformização sem perceber, todavia, que a beleza da vida está na diversidade (mas isso já é outra história...).
Os paradigmas não são essencialmente ruins. Não há mal nenhum em acolhê-los (ouso a dizer que essa lógica se aplica até mesmo aqueles que nos orientam a consumir roupas de marcas, por exemplo), desde que essa aceitação seja precedida de uma reflexão minimamente consciente e livre (sim... quero acreditar que ela é possível). O grande desafio parece ser não confundir tais paradigmas com modelos fechados e imutáveis. Caso contrário, o homem acabará se nivelando aos outros animais já que estará desperdiçando a sua característica mais importante e notável: a racionalidade.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirPartindo um pouco para que o ilustre Chico colocou torna-se bastante pertinente relacionar com a nossa amada, idolatrada, venerada senhora de todos os paradigmas, a sociedade.
ResponderExcluirO Budismo prega que o desejo causa a dor, o sofrimento e apenas eliminando-o é que o ser atinge a "paz interior" ou mesmo a felicidade. Engraçado é que pessoas se dizem "feliz" apenas quando vão ao shopping comprar a roupa da moda e se produzir para as "amigas" estarem falando que está linda apenas por que está vestindo uma peça de roupa cara. Santa Hipocrisia.
A verdadeira felicidade é bem mais que isto(calma, não sou eu quem vou definir o que é felicidade, nem muito menos dizer para você como deve ser feliz), passa por um encontro com o Eu interior, como diz uma frase de Aldous Huxley, "Existe apenas um canto do universo que você pode ter certeza de aperfeiçoar, que é você mesmo."
O mais interessante de tudo é que tudo em nossa sociedade já é pre-moldado, não nos deixam nem mesmo escolher o que vestir(não, não falo de escolher uma roupa em uma loja, santo pensamento batatal, falo diferente: você acha que pode ir de sunga a um um debut?? Qm diabos estabeleceu que se tem que produzir, maquilar, fazer chapinhas e mais chapinhas para apenas uma noite para se dizer “bonita”? Isso é o que chamado Fenocópia, você não é bonita desse jeito, mas garanto que um verdadeiro homem que você amará lhe achará mais bonita quando estiver com uma simples roupa a lhe ver "mascarada" em um debut) e acaba fazendo com que o seu Eu, realmente não seja aperfeiçoado, ou mesmo que você não seja sábio o suficiente para que possa se livrar desse maldito mundo de paradigmas, parar de fofocar da vida dos outros e realmente preocupar-se com o que faz e buscar a sua felicidade.
Estou mandando você ser egoísta?? Buscar apenas estar bem consigo mesmo?? Não, não. Segundo o pensamento budista, o Karma é visto como o conjunto de ações do ser humano. Como bem propôs as Leis de Newton, “Cada ação corresponde a uma reação de mesma intensidade e sentido contrário”. Se você encontra seu Eu e atinge a sua felicidade interior, desapegando-se do grande mal da dor e do sofrimento, você estará utilizando-se dos ensinamentos básicos de tal doutrina: evitar o mal, fazer o bem e cultivar a própria mente. E, com isso, se você agir promovendo o bem a todos, isso vai voltar para si, e o outro também fazendo o bem, desencadeará uma reação em cadeia, e o mundo SERIA diferente.
Simples assim.
Mas como se desvirtuar de tal mundo?? Devo sacudir tudo pra cima, pegar meu dinheiro e um alto-falante e sair falando isso pra ver se todo mundo me apóia e o mundo muda?? (Permita-me rir agora.. uashuahsu)
Calma, calma. Se soubessem como mudar tudo isso acho que já teriam feito.
O que devemos fazer é deixarmos de ser de “Pavões no Cio” e pararmos de usar “lentes cor-de-rosa” e deixar se tanta hipocrisia. O problema é que são poucas as verdadeiras pessoas que pensam assim, como você, caro leitor do blog, que entende os sentidos das palavras e realmente entende e participa das discussões.
Família, Sociedade, Roupas, Novelas... Tudo convenções escrotas do mundo moderno que faz com que nossa espécie a cada dia vá sumindo do mapa. Mundinho de merda...
Pra finalizar, vou colocar a frase que Dannyel não postou, mas que achei pertinente, quando se fala de quebrar paradigmas e se ter a verdadeira liberdade. (Relacione com o poema de Cecília Meireles)
“Prefiria eu ser um humilde pássaro que voa sem cessar pelo horizonte, sem destino, mas que deve saber o significado de tal palavra que creio que, realmente, nunca conseguiremos entender. Mera ironia divina. “
Aquele afago,
Gustavo
De certa forma a pessoa que quebra o paradigma é considerado um ser ''fora da sociedade''.Paradigmas são padrões que devem ser seguidos?na minha opinião,ninguém é obrigado a seguir os modelos que a sociedade determina,mas poucos levam em consideração.Se o ser não estiver com a roupa da última moda,não ter carro,não estudar nos melhores colégios e não morar no melhor bairro da cidade,ele é olhado com indiferença,as pessoas não devem ver um ser dessa maneira,mas infelizmente é assim que a maioria pensa.
ResponderExcluirSe uma garota se apaixona por um rapaz com um poder aquisitivo bem maior do que o dela,qual o problema deles ficarem juntos?!nenhum(desde que haja amor),mas não é assim que todos vão olhar.Vão dizer logo que ela está com ele por interesse,isso também é um paradigma de ser um modelo de casal perfeito para a sociedade!O homem pode criar e encontrar novos paradigmas é só queerer e deixar de se preocupar com O ''igual''.
Seja diferente,pense diferente!
ps.: parabéns pelo bolg,estou adorando!
abraço =DD
Antes de tudo fico deveras satisfeito em ver leitores pesando as batatas! Pesando batatas? Exatamente. Como o nobre "Anonimo(a)"(que gostaria de saber quem eh) mesmo citou, paradigmas nao sao exatamente "ruins". Eles são as regras do jogo e algumas sao uteis, devo admitir. Creio que o desfecho do anonimo foi exatamente o que eu e guga esperavamos chegar com o texto. PENSE DIFERENTE, SEJA DIFERENTE. Ao falar das batatas, não prego o despreendimento total(como o Buda, supracitado por outros colegas, que prega o desapego como pressuposto para encontrar o zen, acho isso muito utopico e dificil). Gostaria de incentivar ao menos a reflexao, o autoconhecimento. A liberdade, tema tao subjetivo e complexo, antes de tudo é uma decisão. Decidir ser feliz é fazer as chamadas "perguntas-chave" a si. Por que sempre esse tipo de garota? Porque sempre acontece isso comigo? Por que nao consigo aprender essa materia ou por que nao ando bem na faculdade?
ResponderExcluirSomos regidos por algumas regras inconscientes que nos tangem como bois para o "mais do mesmo". E se por acaso voce ja esta enjoado, empanturrado de batatas(paradigmas negativos), o primeiro passo é o questionamento. O proximo texto saira em dois, tres dias. Criticas e sugestoes estao abertas. Gostem, desgotem, nao importa! Pensem, nao sejam triviais!
Abraço a todos
a parte da novela n serviu p mim ;~ odeio novela, mas enfim, boa metáfora a da lente cor de rosa ;]
ResponderExcluiradorei minha participaçao especiaal...
ResponderExcluircontinuem postando xuxuzinhossss! beiijos
Thamiris